Quando o conceito de Venture Builder ou Startup Studio surgiu em 1996 fazia todo o sentido criar uma startup do zero, visto que o ecossistema de startups naquela época era incipiente e ao aplicar o conceito de startup ou Lean Startup dentro da empresa reduzia-se a longa jornada de desenvolvimento de novos produtos e serviços, e ainda trabalhava o mindset em aceitar a falha como processo de inovação.
Associado ao fato de que existem milhares de startups no ecossistema global e de que o tempo para inovar tem se reduzido significativamente, “time-to-market”, as chances de uma inovação interna criada do zero chegar defasada ao mercado são extremamente altas. Outro fator crucial são as pessoas envolvidas: normalmente a inovação interna é conduzida por colaboradores com apoio de “consultores”, e não por empreendedores. Há um consenso de que o time é fator de sucesso — daí o jargão de que “a aposta é feita no jóquei e não no cavalo”.
Neste cenário, várias organizações têm buscado o modelo de inovação aberta como alternativa, porém nem sempre as startups que atendem uma necessidade da organização estão prontas, precisando ainda de um processo de amadurecimento — “buildagem” — nos aspectos tecnológicos, de negócio e sobretudo de gestão, para se tornarem efetivamente fornecedoras de uma empresa.